cartas ao vento

as folhas secas vão e vêm
num ritmo vagaroso

uma silhueta de amor
que, ao som do debater das janelas,
traz memórias de verão

os pequenos sinos cantam e dançam
uma triste melodia

mensagens de paixão
que, ao cair da noite,
emergem uma a uma, arranhando um coração perdido

cartas nunca lidas